terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Nova Roda dos Alimentos Portuguesa

Sei por descrição de alguns pais e funcionários de infantários que em alguns colégios e escolas da ilha Terceira as crianças andam a aprender uma Pirâmide dos Alimentos (Qual? Não sei!). Para a população portuguesa nunca foi elaborada nenhuma pirâmide, apenas Roda dos Alimentos que foi actualizada recentemente por um grupo de pesquisadores da Faculdade de Ciências da Alimentação e Nutrição da Universidade do Porto. Esta Roda foi criada com base nas recomendações nutricionais internacionais, usando ferramentas como tabelas de composição nutricional e tendo por base os hábitos alimentares da população portuguesa.
A minha questão é porquê ensinar as crianças com instrumentos internacionais, cujos hábitos alimentares são diferentes, como por exemplo o MyPyramide da USDA indicado para a população norte-americana e não portuguesa, quando temos uma ferramenta actualizada, simples e prática como a nossa Roda?
A Roda dos Alimentos é um instrumento de educação alimentar destinado à população em geral. Esta representação gráfica foi concebida para orientar as escolhas e combinações alimentares que devem fazer parte de um dia alimentar saudável.
Utilizada desde 1977, como parte da Campanha de Educação Alimentar “Saber comer é saber viver”, a Roda dos Alimentos sofreu recentemente uma reestruturação, motivada pela evolução dos conhecimentos científicos e pelas alterações nos hábitos alimentares portugueses.
Mantendo o formato circular original, associado ao prato vulgarmente utilizado às refeições, a nova versão subdivide alguns dos anteriores grupos e estabelece porções diárias equivalentes, para além de incluir a água no centro desta nova representação gráfica. A água, está representada no centro, pois faz parte da constituição de quase todos os alimentos, e sendo imprescindível à vida, é fundamental que se beba em abundância diariamente.
A nova Roda dos Alimentos é composta por sete grupos, com funções e características nutricionais específicas:
  • Cereais e derivados, tubérculos – 28%
  • Hortícolas – 23%
  • Fruta – 20%
  • Lacticínios – 18%
  • Carne, pescado e ovos – 5%
  • Leguminosas – 4%
  • Gorduras e óleos – 2%

Cada um dos grupos apresenta funções e características nutricionais específicas, pelo que todos eles devem estar presentes na alimentação diária, não devendo ser substituídos entre si mas podendo e devendo os alimentos que deles fazem parte ser regularmente substituídos uns pelos outros de modo a assegurar a necessária variedade.

O número de porções recomendado depende das necessidades energéticas individuais. As crianças de 1 a 3 anos devem guiar-se pelos limites inferiores e os homens activos e os rapazes adolescentes pelos limites superiores; a restante população deve orientar-se pelos valores intermédios.

No folheto informativo que divulga este novo instrumento são também tomados em consideração os cuidados a ter com a ingestão de algumas bebidas, de açúcar e produtos açucarados bem como de sal e produtos salgados.
É ainda dado destaque à importância da manutenção de um peso saudável e à pratica de actividade física moderada e regular.
 

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