terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Alimentação em Época Natalícia

É tempo de festa e com isto tempo de fazer "asneiras" na alimentação! Contudo não nos podemos esquecer que o Natal é uma noite e um dia, embora muitas pessoas o esqueçam e o prolonguem para mais dias e até o mês.
Todos os anos a Associação Portuguesa de Nutricionistas elabora e-books para a época natalícia, o ano anterior criou um livro de receitas onde poderá seguir as receitas tradicionais do Natal com melhoramentos nutricionais, isto é, mais saudáveis melhorando um ou outro aspecto sem alterar o sabor e o aspecto que nos é familiar. Este ano o e-book elaborado refere-se aos desperdícios. Poderão fazer o download em: http://www.apn.org.pt/scid/webapn/defaultArticleViewOne.asp?articleID=283&categoryID=873

Algumas dicas para ingerir menos alimentos e mesmo assim provar de tudo são iniciar as refeições com uma sopa de legumes, retirar pouco de cada, permitir a si própria e à família fazer excessos apenas no dia 24 e 25 (congele os restos ou partilhe com família e amigos), saboreiem bem os alimentos, mastiguem calmamente, não coma demasiado (coma até ficar satisfeita e não até ficar maldisposta) e apreciem os sabores desta época. 
Atenção: o consumo exagerado de bebidas alcoolicas nesta época permita-se um copo de vinho a acompanhar a refeição e alterne com água, não se esqueça que são bebidas muito calóricas e sem nutrientes.
E o consumo de refrigerantes nesta época. Opte por levar água para a mesa e substituir os refrigerantes (que têm muito açúcar por sumos de fruta light ou de fruta natural)

Feliz Natal :)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Os erros mais comuns na alimentação

A maioria das pessoas acredita em milagres quando se trata da perda de peso. O que é certo é que não existem milagres alimentares e que a perda de peso requer esforço e educação acima de tudo.

Os maiores erros alimentares enumerados são:
1. Não tomar pequeno-almoço
2. Confiar em dietas radicais
3. Petiscar deliberadamente
4. Petiscar descontroladamente
5. Saltar refeições
6. Ingerir excesso de calorias pelas bebidas (como sumos, refrigerantes...)
7. Abusar dos produtos light/diet
8. Trocar refeições por fruta
8. Utilização de métodos de confecção inapropriados no dia-a-dia
9. Beber pouca água
10. Lanches fast food (salgadinhos, folhados, pastéis, bolos,...)
11. Definição de objectivos irrealistas
12. Evitar fazer exercício físico

Este artigo foi inspirado no artigo da Green Savers e tendo em conta a maioria dos erros que me são descritos por muitos utentes.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Nova Roda dos Alimentos Portuguesa

Sei por descrição de alguns pais e funcionários de infantários que em alguns colégios e escolas da ilha Terceira as crianças andam a aprender uma Pirâmide dos Alimentos (Qual? Não sei!). Para a população portuguesa nunca foi elaborada nenhuma pirâmide, apenas Roda dos Alimentos que foi actualizada recentemente por um grupo de pesquisadores da Faculdade de Ciências da Alimentação e Nutrição da Universidade do Porto. Esta Roda foi criada com base nas recomendações nutricionais internacionais, usando ferramentas como tabelas de composição nutricional e tendo por base os hábitos alimentares da população portuguesa.
A minha questão é porquê ensinar as crianças com instrumentos internacionais, cujos hábitos alimentares são diferentes, como por exemplo o MyPyramide da USDA indicado para a população norte-americana e não portuguesa, quando temos uma ferramenta actualizada, simples e prática como a nossa Roda?
A Roda dos Alimentos é um instrumento de educação alimentar destinado à população em geral. Esta representação gráfica foi concebida para orientar as escolhas e combinações alimentares que devem fazer parte de um dia alimentar saudável.
Utilizada desde 1977, como parte da Campanha de Educação Alimentar “Saber comer é saber viver”, a Roda dos Alimentos sofreu recentemente uma reestruturação, motivada pela evolução dos conhecimentos científicos e pelas alterações nos hábitos alimentares portugueses.
Mantendo o formato circular original, associado ao prato vulgarmente utilizado às refeições, a nova versão subdivide alguns dos anteriores grupos e estabelece porções diárias equivalentes, para além de incluir a água no centro desta nova representação gráfica. A água, está representada no centro, pois faz parte da constituição de quase todos os alimentos, e sendo imprescindível à vida, é fundamental que se beba em abundância diariamente.
A nova Roda dos Alimentos é composta por sete grupos, com funções e características nutricionais específicas:
  • Cereais e derivados, tubérculos – 28%
  • Hortícolas – 23%
  • Fruta – 20%
  • Lacticínios – 18%
  • Carne, pescado e ovos – 5%
  • Leguminosas – 4%
  • Gorduras e óleos – 2%

Cada um dos grupos apresenta funções e características nutricionais específicas, pelo que todos eles devem estar presentes na alimentação diária, não devendo ser substituídos entre si mas podendo e devendo os alimentos que deles fazem parte ser regularmente substituídos uns pelos outros de modo a assegurar a necessária variedade.

O número de porções recomendado depende das necessidades energéticas individuais. As crianças de 1 a 3 anos devem guiar-se pelos limites inferiores e os homens activos e os rapazes adolescentes pelos limites superiores; a restante população deve orientar-se pelos valores intermédios.

No folheto informativo que divulga este novo instrumento são também tomados em consideração os cuidados a ter com a ingestão de algumas bebidas, de açúcar e produtos açucarados bem como de sal e produtos salgados.
É ainda dado destaque à importância da manutenção de um peso saudável e à pratica de actividade física moderada e regular.
 

Chá

Diariamente perguntam-me os efeitos de diversos tipos de ervas na prevenção de doenças e no emagrecimento. Contudo, como nutricionista, na minha formação base não são adquiridos conhecimentos a nível da fitoterapia, estudamos apenas os chás, tisanas e infusões vagamente e a sua composição em compostos antioxidantes.
A minha anterior postagem (resultados da recente investigação da Prof. Doutoura Rosário em relação ao chá verde) serviu para iniciar o tema deste tipo de bebidas.

CHÁS E INFUSÕES

O chá mais antigo de todos, conhecido como chá preto, foi descoberto na China há quase 5.000 anos. Trazido para a Europa pelos Portugueses e desenvolvido pelos Ingleses, o chá preto é hoje consumido por pessoas de todo o mundo: pelo seu sabor, pelas suas propriedades preventivas ou curativas, porque ajuda a relaxar ou porque estimula o corpo e a mente, muitas razões são invocadas.

A palavra chá em Português designa a utilização das folhas de "Camelia sinensis", um arbusto que cresce em climas tropicais e semi-tropicais (como na ilha de S.Miguel - Açores).
O chá é, então, uma bebida preparada através da infusão de folhas, flores, raízes de chá, ou Camellia sinensis.

As categorias do chá e a quantidade de antioxidantes presentes, depende da forma como é feito o processamento das folhas após colheita.
Assim temos várias categorias de chá:
- preto (menos compostos antioxidantes)

- verde (rico em catequinas) - O chá Gorreana (do tipo Orange Pekoe), produzido nos Açores, para além de muito saboroso é ainda um dos mais ricos em antioxidantes. A Gorreana tem a particularidade de possuir a única fábrica de chá da Europa.

- Oolong, é muitas vezes considerado um “meio-termo” entre os chás preto e verde. Este é um chá muito especial, de sabor suave e aromático, que se deve beber simples, sem qualquer adição de leite ou açucar.

- branco, bastante raro, deve ser bebido simples, após as refeições, como digestivo, ou como um leve chá da tarde.

- vermelho, é uma variedade de chá verde que adquire determinadas características após ser fermentado.

No senso comum a palavra "chá" é também usada para referenciar qualquer infusão de frutos, folhas, raízes ou ervas como a camomila ou a cidreira, mesmo não contendo folhas de chá, devendo dominar-se de tisanas.

Saúde - Chá verde contribui para redistribuição da gordura - RTP Noticias, Vídeo

Saúde - Chá verde contribui para redistribuição da gordura - RTP Noticias, Vídeo

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O que é um Nutricionista?

Muitos tentam perceber e explicar mas só alguns sabem. Nutricionista é denominado por vezes como médico nutricionista ou por nomes que vão desde o contorcionista, ao médico que passa dietas e ao médico das ciências alimentares, e também é confundido com profissionais cujas funções são semelhantes, não iguais, os dietistas.
O nutricionista é um profissional com licenciatura em Ciências da Nutrição, ou seja, um curso superior com 4 anos de estudo (um ano com disciplinas comuns aos cursos de saúde onde são leccionadas Bioquímicas, Anatomias, Fisiologias, Patologias e os outros mais específicos). Ainda assim os nutricionistas são vistos como profissionais dispensáveis, pois imagine-se só qualquer um sabe de alimentação e acha que sabe falar dela.
O nutricionista é muito para além de um profissional que veste bata branca e se dedica à prescrição de planos alimentares (ou dietas), é um profissional com estudo aprofundado nas diversas áreas da alimentação e nutrição e que poderá exercer a profissão em inúmeras áreas, como as descritas sucintamente:
- Nutrição Clínica;
- Nutrição Comunitária;
- Restauração colectiva e Hotelaria;
- Indústria Agro-Alimentar;
- Investigação Científica;
- Ensino.
Deixo-vos assim com os nomes nas áreas e não as funções que poderão desenvolver, pois são inúmeras. Assim, as pessoas que ainda possuem dúvidas em relação a nós nutricionistas poderão sempre consultar o site da instituição que nos apoia e que tem lutado por nós, a Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN), www. apn.org.pt . Os nutricionistas não possuem Ordem e por isso continua a ser uma profissão com muita desordem, isto é, com dificuldade de vinculação na sociedade, sem legislação que nos favoreça (unicamente a dos Centros de Saúde, que eu conheça) e por isso com muito ainda por batalhar para o nosso reconhecimento.
Aos interessados em seguir uma licenciatura em Ciências da Nutrição, informo que existe unicamente uma instituição pública a formar tais profissionais, a Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, a melhor do país, com os melhores profissionais e investigadores da área, com óptimos recursos bibliográficos. Outra opção do ensino pública é ingressar na Universidade dos Açores no ensino Preparatórios e seguir na Universidade do Porto.
Não subestimem as profissões, nem achem que sabem sempre tudo, afinal o nutricionista era aquilo que achavas que sabias?